sábado, 1 de junho de 2013

As Aventuras de Pi

                Com lagrimas nos olhos termino uma grande viagem feita com muito amor e dedicação a esta leitura que foi bastante ou quase interminável. As aventuras de Pi. Eu queria poder explicar qual a sensação do transporte físico para dentro da leitura. Se representado de forma fílmica que às vezes limita mais torna tudo em uma realidade tão bela e incrível como as imagens que criei. Lendo o livro “As Aventuras de PI” do escritor Yann Martel pude realizar a construção de uma experiência única e naturalista do personagem Piscine Molitor Patel, também conhecido como Pi.
               A narrativa do livro se confunde com o narrador x o personagem Pi. Isso nós remete a um grande diário de bordo, escrito pelo próprio Pi relatando minuciosamente cada detalhe, com muito cuidado, como se o leitor tivesse vivido aquilo com todas as verdades possíveis do que se espera de um livro de ficção( Literatura Fantástica ). Sozinho ou não? Com fome ou com sede. No livro temos o narrador, e o personagem. Todas as imagens que a leitura trouxe foram feitas por mim. Como não tenho experiência em ficar dentro de uma balsa a deriva em mar aberto juntamente com um tigre de bengala faminto, sozinho e também com sede, depois de um trágico naufrágio, cujo meus pais e meu irmão não escaparam. Há muito coisa a se falar sobre o livro, só quero explicar como o filme realizou com muita força as imagens que criei. Vale a pena ler o livro, em PDF, e-book, comprado, impresso, emprestado, roubado, mas vale a pena ler o livro.
               O filme As Aventuras de Pi (Life of Pi) é a adaptação cinematográfica do livro A Vida de Pi, de Yann Martel.

             No filme uma das imagens que mais me emocionou é quando o oceano se confunde com o céu ao dia quando Pi se encontra em estado de espirito um tanto calmo. E quando a esperança parece estar terminando o mar se delimita a tempestades fortes com visitas de tubarões. São os altos e baixos da viagem. E da vida de Pi se manifestando de forma simbólica no filme e que no livro percebi. Pi esta realmente na natureza selvagem. Nada é de mentira. O filme cumpriu bem o seu papel de representar o filme. São belas imagens que emociona, que faz pensar, que tudo é muito imenso, e bonito.




quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Agosto tem mesmo este efeito.


Pirpirituba, 02 de Agosto de 2012.
  

                “Para atravessar Agosto ter um amor seria importante.” Se eu tivesse um diário com certeza eu começaria assim: - Querido companheiro sinto que você não suporta mais as minhas sentimentalidades e neuroses, mas tenho que te dizer, não estou bem. Estou aqui sentado mais uma vez. Ando bebendo muito café, e escutado muito o Johnny Cash.  Adoro clichê e tudo que soe em ser culto and cult. Escrever ajuda a amenizar uma porção de coisas, principalmente esse cansaço que sinto nesse final de tarde, tenho trabalhado tanto, e ocupado tanto o meu tempo que algumas coisas passam despercebidas ultimamente em minha vida. Principalmente o tempo de estar perto de quem amo. Afastei-me sem querer de muita gente, gosto de dizer que me afastei de mim mesmo, e isso tem sido muito doloroso, talvez mortal a minha carente pessoa. Às vezes tenho a nítida sensação de que nasci para ser sozinho. Os últimos tempos comprovam que essa tal nítida sensação, seja mais do que verdadeira. Amigos onde vocês estão?

                Trabalhar e estudar toma todo o meu tempo. Sinto saudades de estar perto dos meus, não os vejo há muito meses, quase ano.  Andei me apaixonando mais uma vez, nunca pensei que isso poderia acontecer depois do último que se foi. O último deixou marcas, profundas cicatrizes, que o tempo fez questão de curar. Mas você sabe, um esbarrão e ela abre novamente e aquela dor aguda volta em meu peito.  Tenho tanta coisa pra contar. Grandes guerras que andei enfrentando nesses últimos meses. Como falei, andei me apaixonando, e isso tem sido um grande problema. Apaixonar-me é sempre um problema, a coisa fica pior quando não consigo dizer o que sinto. A coisa vai se agravando fortemente e fica tão voraz que meus pequenos olhos gritam e falam por si, entregando todo o sentimento embutido que sinto. Não ser correspondido é a morte. O problema é que encontrei alguém que já tem outra pessoa. O problema é que estou apaixonado por mim mesmo.

                Sem querer aos poucos me pego escutando Adriana Calcanhoto, Marisa Monte e Zélia. Tento fugir dessa agonia, entrando nas histórias naturalistas e cômicas do livro “O Cortiço” é a única coisa que me faz escapar. Tenho tentado ser forte e acho que estou conseguindo, se não estaria desistindo nesse exato momento. Tenho pensado também no meu futuro. Como ele será? Serei bem mais feliz que o presente momento. Tenho medo. Alguns amores permanecem com você, outros só participam em pensamento, esses se vão para sempre. “Estar apaixonado é uma coisa muito nobre”, diria uma tia que mora longe. Quando me apaixono o universo entra em contato com a minha alma, causando grandes abalos sísmicos, enchentes e terremotos em meu corpo. Quando meus olhos começam a entregar toda a verdade, é a vez da dor se fazer presente. Estou dando um Zap. Santo Zap.

Agora para terminar a noite leio Caio Fernando Abreu, “Sugestões para Atravessar Agosto”.

domingo, 23 de outubro de 2011

Pirpirituba, 21 de Outubro de 2011.


Está tudo certo de dia me mantenho ocupada/Compromissada o suficiente pra não ter/que me perguntar onde ele está/Fiquei tão cansada de chorar/Então ultimamente/Quando me pego assim eu viro o jogo/Me levanto, limpo a casa/Pelo menos não estou bebendo/Ando por aí então não preciso pensar em pensar/Esse silencioso senso de contentamento/Que todo mundo tem/Simplesmente desaparece quando o sol se põe./Ele está ardente em meus sonhos/Se prende no meu interior/E me enche de medo/Ensopado até a alma/Ele nada em meus olhos ao lado da cama/Me derramo sob ele/A lua está indo embora/E eu acordo sozinha./Se eu fosse meu coração/Preferiria ser inquieto/No momento em que paro o sono me pega e fico sem fôlego/Essa dor no meu peito/Assim como meu dia acabou agora/A escuridão me cobre e eu não consigo correr/Meu sangue congela/Fico parada na frente dele/É tudo que posso fazer para assegurá-lo/Quando ele vem pra mim/Me derreto por ele/Se afogando em mim nós dançamos sob a luz azul/Ele está ardente em meus sonhos/Se prende em meu interior/E me enche de medo/Ensopado até a alma/Ele nada em meus olhos através da cama/Me derramo sob ele/A lua está indo embora/E eu acordo sozinha/E eu acordo sozinha...                                                                      Wake Up Alone – Amy Winhouse


Querida amante,


Não estou bem. Acho que esse é um ótimo jeito de começar uma carta, por exemplo, jogar logo na primeira linha uma frase de prefixo de negação como “não estou bem”, mas é a mais pura verdade.  Ando me sentindo um lixo, uma merda, sinto que estou perdendo tempo, mas não sei em que. Quero chorar já é madrugada, faltam cinco minutos para as duas da manhã e não consigo dormir, penso em você nesse momento. Não sei ao certo porque esse pensamento me regressa só ah você, poderia ser qualquer outra pessoa, acredito que seja essa coisa de telepatia que só eu e você temos, sentimos na verdade. Talvez porque ontem foi quinta e hoje transitoriamente passando pela meia noite e contando ainda que não dormir e sentir nos ponteiros do relógio o tempo passar. E transição de quinta para sexta me deixa louco, mas ainda sinto que ainda é quinta. Esse jogo psicológico que estou tentando fazer com as palavras não é certo. Talvez por ter acabado de assistir “Cisne Negro”, você precisa assistir. Apaixonei-me a cada passo da Natalie Portman, tudo muito artístico e bonito. Acho que sou meio cisne, pelo menos estou querendo ser, sempre quis ser algo que tivesse asas, lembro-me da época em que eu não passava de um patinho feio. Comparado ao conto do patinho feio, realmente me encaixo na história. Quando criança todos me caçoava, me chamavam de feio também, mas hoje é tudo diferente, cresci. Mudei de pele como as cobras, tenho meu veneno. Ninguém se atreve a mexer, pelo menos não da mesma forma.  Voltando ao foco. Eu não estou bem, ando esperando muito das pessoas, até de você mesma. Mas a verdade é que estou exigindo muito de mim mesmo. Solidão, doce solidão, doce ilusão. “Doce ilusão” foi o que você me falou no ônibus quando eu te relatava aqueles sentimentos novos. Estou com tanta dor agora, você num imagina o sentimento que me toma nessa madrugada que te escrevo, é dor da mais pura que já pode existir-sentir. Hoje é um daqueles dias em que eu desejaria estar morto na terra fria junto com os vermes que se alegrariam em comer a minha carcaça recém-chegada, fresca como o perfume mais ludibriante que eles jamais experimentariam. Para sempre eu, para sempre você. Falo isso porque nos nunca deixaremos de ser assim, assim desse jeito cheio de fantasias, falsos sonhos, fadas, castelos, sapatinhos de cristal, cavalos brancos, unicórnios, príncipes? Já é demais né? Acho que não estamos mais com idade de acreditar em príncipes. Talvez na bruxa má, ah essa sempre acreditamos. Sempre quis ser bruxa. Mas o destino me fez permanecer nesse papel de donzela indefesa. Tenho raiva disso, tenho raiva de saber que não controlo a minha vida. Vez quando me pego me influenciando por pessoas que encontrei ai por essas esquinas, logo depois elas somem, deixando um pouco delas em mim, e elas mesmas nem suspeitam disso, estou congestionado de memorias e afetos. Tudo em mim está meio programado, não estou legal. Não tenho coragem de desistir. Graças aos céus tenho em mim um orgulho muito forte, acho que foi isso que me segurou durante esses anos todos. Estar no armário não é fácil, embora eu saiba bastante da vida lá fora, a vida aqui dentro também assusta. Às vezes me pego chorando com medo. Lembro que você me falava do seu curso de história: “o que me faz ainda prosseguir é a vingança”. Acho que foi isso mesmo que você falou. Fez muito sentido para mim. Mas para mim é realmente o orgulho, desisto desses sentimentos, quero elevar meu ego aos Deuses do olimpo. Continuo sentindo medo. Mas eu vim para prosperar, crescer, evoluir, voar. Sinto que você também. Mas sinto que continuo bastante fraco, quase sempre caio de novo nessas ilusões transitórias que só o ponteiro do relógio entende bem. Queria que ele falasse comigo. Só não queria dizer adeus. Queria saber o que vai acontecer lá na frente, você também queria, eu sei. Eu sei de muita coisa, eu sei coisas demais, isso não deveria acontecer, sou muito novo pra saber dessas coisas que só descobrimos quando estamos com bastante idade. Isso custou muito de mim, ter sabedoria não é bom. Ser diferente quase sempre não é bom. Mas é o que queremos mesmo inconscientemente, queremos ser diferentes dos outros. Para que eles sintam inveja de nos, pelo nosso jeito de falar, andar ou até mesmo de sermos nós mesmos. Preste atenção, estamos em transição, não sei se é pra uma sexta-feira como essa que te escrevo, mas penso que seja para algo grande, algo muito grande eu não sei ao certo. Dá medo né? Queria te falar mais explicitamente dessas coisas que ando sentindo, mas tenho medo, porque quando começo a escrever é perigoso. Eu não consigo me controlar, eu perco o controle totalmente. Queria colocar meu vestido vermelho, aquele batom marcante, aquele delineador preto, queria me sentir poderoso. Mas meus olhos sempre foram à fúria e a prepotência mais profunda, mas hoje eles só servem para me entregar. Tenho tanto aprender, preciso me alimentar mais, precisamos nos alimentar, mas estamos muito sedentos e se nós alimentássemos daquilo que sempre esta ausente em nosso cardápio. Penso que não seriamos diferentes do jeito que somos. Devorá-lo-íamos, sem remorso, sem piedade, cavaríamos nossas presas nele com tanta força. Seria interessante. Estou falando do amor, coisa que esta em extinção, pelo menos em nosso cardápio. O relógio agora marca duas da manhã, ainda não consigo dormir, penso em você. Parece carta de amor né? Mas é desespero mesmo, carência de puta seca com um drink na mão e nenhum homem na outra.
Amada, agora tenho que dormir, eu sei que deveria te escrever mais, mas a tantas coisas que nem te falei ainda, com o tempo vou falando. “Já vou indo, porque o SOL já vem e com ele outro dia. Amanhã serei bem mais feliz”.

Com amor com ardor, Jailson. 

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Asteróide b 612 08 de agosto de 2011


Asteróide b 612  08 de agosto de 2011

Olá meu querido amante J. Pereira.

          De início queria dizer que Asteróide b 612 é por causa da história do pequeno príncipe que eu amo muito, pois às vezes me sinto só e angustiada e pra fugir me escondo em um mundo só, assim como um asteróide e também me lembro de você, quando diz: era um menino só e que encontrou a rosa e brigaram de inicio, mas quando se afastaram perceberam quanto ambos se amavam e que não podiam viver um sem o outro, que se completavam.

E o amante é um pouco triste, certa vez quando estava com uma pessoa que não merecia, perguntaram o que éramos; namorados, amigos ou qualquer outra coisa e a reposta foi que éramos amantes, depois vi o significado dessa palavra, AMANTE (tem um peso forte, né?) e significa aquilo ou aquele que ama. Então meu amado, se amamos, se cuidamos um da ferida do outro, somos amantes!

Amei sua carta, chorei, muito linda, vou guardá-la com todo amor que eu tenho. E não têm sido fácil eu sei, mas você consegue, vai dar tudo certo, você vai ver.
Há e eu também to louca pra ver o que acontece na novela, eu até tava gostando do papel de Gloria Pires, mas agora ela ta obcecada por ele.

 Minhas noites não são mais como antes, ta faltando algo, você sabe como é. Mas tenho sido forte, dizendo pra mim mesma você consegue Cristina, isso pode não ajudar em nada, mas me faz sentir bem.
Com você querido amante.  Sinto-me bem é como se estivesse falando comigo mesma, deve ser porque passamos por coisas iguais, sofrimentos parecidos, mas também amado quem mandamos nós pessoas sentimentais e amorosas se apaixonar por pessoas feitas de lata?

Outro dia ouvi uma musica nova internacional, eu não gosto muito, mas dessa eu gostei e logo me lembrei de você, a tradução dizia assim:

Você pode levar tudo que eu tenho
Você pode quebrar tudo que eu sou
Como se eu fosse feita de vidro
Como se eu fosse feita de papel
Vá em frente e tente me derrubar
Eu vou levantar do chão
Como um arranha-céu
Como um arranha-céu

È isso meu amado, podemos quebrar, desmoronar, mas quando levantarmos seremos fortes como um arranha-céu.
Num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de imediato a outra

Que a sua a minha caminhada seja doce e que não nós deparemos mais com amores e pessoas sem sentimentos.

Espero que essas cartas continuem por muito tempo.

Pra sempre sua,

 Cristina

domingo, 14 de agosto de 2011

Meu Querido John



Dedico ao meu querido amigo Felippe por me inspirar numa linda fotografia expressiva de grande intelecto pessoal, que poucos poderiam entender e chorar com tanto sentimento.


Recomendo ler ao som de Florence the Machine – Dog Days Are Over.


De um coração alheio qualquer, o5 de agosto de  2011.

 
Meu Querido John

Por muitas vezes questionei-me. Quanto tempo dura um sentimento, será possível medir assim algo que não conseguimos ver? Conseguimos sentir sempre irremediavelmente, só sentir é possível, e sentir dói, por muitas vezes dói como uma bofetada de Paola ou algo simples como um espinho debaixo do pé que cada vez mais entra e perfura enquanto você caminha. Quanto tempo dura essa é a pergunta, dura o suficiente para marcar a ferro quente, para que nos dias de chuva possa latejar e te fazer chorar como um menino malcriado, querendo colo, ou talvez mesmo um chá de folhas verdes, hortelã, laranjeira, não sei bem o que, pode ser até salsinha mesmo, algo que tire o gosto de fracasso da boca. O chá terá que se forte tão forte que supere o sabor do café para que te esquente e afugente todo frio dentro e fora de você, você tá me entendendo? Para que você durma bem. Eu sinto e sentir tem sido difícil nesses dias que precisamos ser fortes e tentar buscar sermos melhores do que já somos, porque é a única coisa que sobra quando se termina, sempre penso que isso tudo é uma emboscada, algo pra você perder a cabeça, você fica meio paranoico, chora, faz muito drama mexicano, xinga, volta a chorar, fala mau, tem crises, bebe horas, escuta as mais selecionadas musicas de foça, fica naquela melancolia para que com o tempo tudo possa amenizar ou sair do centro das atenções. O chato é sentir que todos estão conspirando contra você, parece que tudo pode desabar a qualquer momento. Tenho medo, pois é esse medo que me faz ser humano. Precisei tirar a golpes de faca qualquer sentimento prisioneiro de meu coração, quis gritar, o mais alto que pudesse, o mais alto para que você ouvisse. Você não ouviu, assim como também não olhou para trás. Se tivesse olhado não teria ido tão longe, se por um estante tivesse prestado mais atenção em mim, teria notado o que meus olhos queriam dizer e o que minha boca não poderia falar; se tivesse experimentado melhor de minhas lagrimas saberia degustar melhor o meu sabor e talvez compreender as vezes que mudei de humor. O que se passa aqui dentro meu querido, adorado e distinto amor, sempre foi muito para você, e agora vejo que sua pessoa sempre foi pouca, pequena, rala uma simples “avenca” para mim. Você esta aqui dentro dia após dia cortando minhas veias cardíacas. Estou gritando não vê? Você não pode ouvir? Por favor, não minta mais para mim. Eu sempre estive mandando sinais, pequenas coisas, eram pequenas para não te assustar, mas pensando bem, foram tantas as surpresas e alegrias que proporcionei tantos bilhetes e cartas que penso que te afugentei. A culpa não foi sua, não estou falando isso, mas a culpa também de maneira alguma foi minha. Quando o afastamento acontece é fatal, você foi fraco, continua sendo fraco, e vai ficar assim por muito tempo, fracassado, besta e sem amor, sem o meu amor. Desejo só coisas grandes para você, porque você já é tão pequeno deve começar a pegar as coisas grandes para assim ser como eu, esta na hora de crescer amor, a futilidade não esta mais na moda. E também não faz bem ao coração.

Com amor o seu homem de lata.