Dedico ao meu querido amigo Felippe por me inspirar numa linda fotografia expressiva de grande intelecto pessoal, que poucos poderiam entender e chorar com tanto sentimento.
Recomendo ler ao som de Florence the Machine – Dog Days Are Over.
De um coração alheio qualquer, o5 de agosto de 2011.
Meu Querido John
Por muitas vezes questionei-me. Quanto tempo dura um sentimento, será possível medir assim algo que não conseguimos ver? Conseguimos sentir sempre irremediavelmente, só sentir é possível, e sentir dói, por muitas vezes dói como uma bofetada de Paola ou algo simples como um espinho debaixo do pé que cada vez mais entra e perfura enquanto você caminha. Quanto tempo dura essa é a pergunta, dura o suficiente para marcar a ferro quente, para que nos dias de chuva possa latejar e te fazer chorar como um menino malcriado, querendo colo, ou talvez mesmo um chá de folhas verdes, hortelã, laranjeira, não sei bem o que, pode ser até salsinha mesmo, algo que tire o gosto de fracasso da boca. O chá terá que se forte tão forte que supere o sabor do café para que te esquente e afugente todo frio dentro e fora de você, você tá me entendendo? Para que você durma bem. Eu sinto e sentir tem sido difícil nesses dias que precisamos ser fortes e tentar buscar sermos melhores do que já somos, porque é a única coisa que sobra quando se termina, sempre penso que isso tudo é uma emboscada, algo pra você perder a cabeça, você fica meio paranoico, chora, faz muito drama mexicano, xinga, volta a chorar, fala mau, tem crises, bebe horas, escuta as mais selecionadas musicas de foça, fica naquela melancolia para que com o tempo tudo possa amenizar ou sair do centro das atenções. O chato é sentir que todos estão conspirando contra você, parece que tudo pode desabar a qualquer momento. Tenho medo, pois é esse medo que me faz ser humano. Precisei tirar a golpes de faca qualquer sentimento prisioneiro de meu coração, quis gritar, o mais alto que pudesse, o mais alto para que você ouvisse. Você não ouviu, assim como também não olhou para trás. Se tivesse olhado não teria ido tão longe, se por um estante tivesse prestado mais atenção em mim, teria notado o que meus olhos queriam dizer e o que minha boca não poderia falar; se tivesse experimentado melhor de minhas lagrimas saberia degustar melhor o meu sabor e talvez compreender as vezes que mudei de humor. O que se passa aqui dentro meu querido, adorado e distinto amor, sempre foi muito para você, e agora vejo que sua pessoa sempre foi pouca, pequena, rala uma simples “avenca” para mim. Você esta aqui dentro dia após dia cortando minhas veias cardíacas. Estou gritando não vê? Você não pode ouvir? Por favor, não minta mais para mim. Eu sempre estive mandando sinais, pequenas coisas, eram pequenas para não te assustar, mas pensando bem, foram tantas as surpresas e alegrias que proporcionei tantos bilhetes e cartas que penso que te afugentei. A culpa não foi sua, não estou falando isso, mas a culpa também de maneira alguma foi minha. Quando o afastamento acontece é fatal, você foi fraco, continua sendo fraco, e vai ficar assim por muito tempo, fracassado, besta e sem amor, sem o meu amor. Desejo só coisas grandes para você, porque você já é tão pequeno deve começar a pegar as coisas grandes para assim ser como eu, esta na hora de crescer amor, a futilidade não esta mais na moda. E também não faz bem ao coração.
Com amor o seu homem de lata.

Texto lindo e profundo. Adorei.
ResponderExcluirQuero ver mais textos seus.
Simplesmente lindo!!! O seu texto, toca na alma do leitor...
ResponderExcluirQuero ver textos novos...
LINDOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO !
ResponderExcluirParabéns querido ,acredito plenamente na sua capacidade .. Alma de poeta :)